Modo música · Transtorno depressivo maior
Depressão: cardinais e acessórios
Episódio/transtorno depressivo maior — critérios diagnósticos (DSM-5-TR)
Modo música · Transtorno depressivo maior
Episódio/transtorno depressivo maior — critérios diagnósticos (DSM-5-TR)
Letra
Todas as músicas DX te ensina, no ritmo
Depressão: cardinais e acessórios
Cardinais são dois, e um deles tem que entrar:
humor deprimido ou anedonia – sem prazer, sem se interessar.
Cinco ou mais, de nove ao todo, com ao menos um cardinal a contar;
duas semanas seguidas, quase todo dia, sem parar.
É mudança do que era antes, não é só um dia ruim a passar;
dá sofrimento ou prejuízo – é o B que vem somar;
e não é por substância nem outra condição médica – é o C pra arrematar.
Cardinais são dois: humor deprimido ou anedonia – a porta pra entrar;
cinco ou mais de nove no total, e um cardinal não pode faltar.
Duas semanas, quase todo dia, é o tempo pra valer
Depressão: a conta que fecha, com o cardinal que tem que ter.
Os acessórios são sete – vou contar pra você guardar:
peso ou apetite, mudança significativa, sem dieta pra justificar;
o sono que foge ou que sobra – insônia ou hipersonia a atrapalhar;
agitação ou retardo psicomotor, que os outros conseguem notar;
fadiga, a energia que falta, o corpo a desanimar;
inutilidade, ou culpa excessiva, sem razão pra carregar;
o pensar e a concentração que falham, a indecisão a travar;
e a morte que volta na mente – ideação suicida a rondar.
Cardinais são dois: humor deprimido ou anedonia – a porta pra entrar;
cinco ou mais de nove no total, e um cardinal não pode faltar.
Duas semanas, quase todo dia, é o tempo pra valer
Depressão: a conta que fecha, com o cardinal que tem que ter.
Critérios A a C: o episódio depressivo é assim;
mas pra ser o transtorno, o D e o E entram, enfim:
o D afasta esquizoafetivo e o espectro da esquizofrenia;
e o E é a chave – nunca mania, nunca hipomania:
se um dia houve: não é depressivo maior – pense em bipolar;
salvo se, toda vez, substância ou outra condição médica veio provocar.
Cardinais são dois: humor deprimido ou anedonia – a porta pra entrar;
cinco ou mais de nove no total, e um cardinal não pode faltar.
Duas semanas, quase todo dia, é o tempo pra valer
Depressão: a conta que fecha, com o cardinal que tem que ter.
A é a conta: cinco ou mais de nove, um cardinal, duas semanas;
B é o sofrimento ou prejuízo;
C: não é por substância nem outra condição médica;
D: o espectro esquizofrênico não explica; E, nunca mania ou hipomania
DX te ensina a depressão, na melodia.
Escute com intenção
Todas as músicasO mapa clínico por trás de Depressão: cardinais e acessórios.
A música transforma os critérios do episódio depressivo maior em uma sequência fácil de recuperar: dois sintomas cardinais, sete sintomas acessórios, cinco ou mais de nove no total, pelo menos um cardinal e duas semanas.
“Cardinais” e “acessórios” são rótulos didáticos usados para organizar a memorização. O DSM-5-TR não apresenta os sintomas com esses nomes. O ponto central é distinguir os dois sintomas que podem abrir a contagem — humor deprimido e perda de interesse ou prazer — dos outros sete sintomas possíveis.
Os dois sintomas chamados de cardinais são:
Para preencher o critério A, pelo menos um deles precisa estar entre os sintomas presentes. Não é obrigatório que os dois ocorram juntos.
O episódio exige cinco ou mais dos nove sintomas no mesmo período de duas semanas, com mudança em relação ao funcionamento anterior. A frequência é específica de cada item: quando presentes, os dois cardinais devem ocorrer na maior parte do dia, quase todos os dias; os demais sintomas usam “quase todos os dias” ou qualificadores próprios. “Duas semanas” não significa sintomas ininterruptos.
A fórmula cantada — “cinco ou mais de nove, com um cardinal” — é o núcleo mnemônico da música. Ela ajuda a recuperar a regra, mas não substitui a avaliação dos critérios restantes.
Depois dos dois cardinais, a música percorre os outros sete grupos de sintomas:
A lista reúne alternativas dentro do mesmo item. Insônia e hipersonia, por exemplo, não são dois critérios diferentes: são duas possibilidades do mesmo grupo de sintomas.
A música separa o episódio depressivo maior do diagnóstico de transtorno depressivo maior. Os critérios A a C representam o episódio: A reúne os sintomas; B exige sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo social, profissional ou em outra área importante; C exige que o episódio não seja atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica.
Para o transtorno, o critério D exige que pelo menos um episódio depressivo maior não seja mais bem explicado pelo transtorno esquizoafetivo nem se sobreponha aos demais transtornos do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos enumerados. O critério E exige que nunca tenha havido episódio maníaco ou hipomaníaco. A ressalva vale quando todos os episódios do tipo maníaco ou hipomaníaco foram induzidos por substância ou atribuídos aos efeitos fisiológicos de outra condição médica.
Um episódio completo surgido durante tratamento antidepressivo conta como mania ou hipomania se persistir além do efeito fisiológico do tratamento. Irritabilidade, nervosismo ou agitação isolados, sem uma síndrome completa, não bastam.
Recupere o número de sintomas, o cardinal obrigatório, a duração, as alternativas que pertencem ao mesmo item e o ponto em que a letra passa do episódio ao transtorno.
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